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Diário do "bipolar"

"Diário do amor, em parcelas escritas de lágrimas, silêncios e ânsias. O tempo igual ao de todos, pincelado de saudade e esperança. A luz que surge no caminho. Viver. Cair e levantar. Em cada dia."

Diário do "bipolar"

"Diário do amor, em parcelas escritas de lágrimas, silêncios e ânsias. O tempo igual ao de todos, pincelado de saudade e esperança. A luz que surge no caminho. Viver. Cair e levantar. Em cada dia."

O sol confidencia à lua

As nossas sombras desenham-se na areia debaixo deste sol que nos acompanha. Para trás ficam as pegadas levadas pelo mar. São passados que nos levam sem pedir permissão e nunca mais nos iremos lembrar deles. Podiam  ser todos assim nesta vida.

A água fria atravessa os nossos pés,  causando ligeiros arrepios.

Paramos a contemplar o céu, as nuvens, o sol, o mar. Tudo o que nos envolve tem uma imensidão gigantesca. Apercebermo-nos que somos pequenos e que  os problemas que nos afetam, naquele local, não valem de nada. Talvez seja essa a intenção da natureza e do belo espetáculo que nos proporciona.

Fechamos os olhos e vamos de mão dadas para o infinito. Voamos sob este mundo.

E naquela distância conseguimos ver-nos bem ao longe e num estado que nos envolve naquele areal:o nosso amor.

Conseguimos ver-nos abraçados de olhos fechados. Há uma luz connosco.

A Terra transmite-nos uma energia tão pura, que não conseguimos parar. Voltamos  a subir até às nuvens e fazemos desenhos parvos. Tornam-se gargalhadas, ouvem-se ao longe. Terminam com os toques de afeto.

Nada parece importar. Os cabelos despenteados, a areia no corpo, ar desajeitado. Além de toda a beleza que nos envolve, tudo ficou insignificante para nós. Sou só eu e tu e a natureza a testemunhar.

O sol confidencia à lua o nosso amor e vai aposentar-se. As nossas sombras desaparecem, dando lugar a um céu brilhante.

Surge o momento de partir e vamos até onde o amor nos deixar, saltitando nas estrelas.

 

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Foto de: Pixabay