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Diário do "bipolar"

"Diário do amor, em parcelas escritas de lágrimas, silêncios e ânsias. O tempo igual ao de todos, pincelado de saudade e esperança. A luz que surge no caminho. Viver. Cair e levantar. Em cada dia."

Diário do "bipolar"

"Diário do amor, em parcelas escritas de lágrimas, silêncios e ânsias. O tempo igual ao de todos, pincelado de saudade e esperança. A luz que surge no caminho. Viver. Cair e levantar. Em cada dia."

És tu que ainda me fazes sonhar

Os minutos já se transformaram em horas. Continuo a rodopiar nesta cama vazia.

Insistes em ficar a vaguear na minha alma e levar o meu pensamento a uma quantidade de desfechos possíveis. Decisões bem ou mal tomadas. Tomado por dilemas.

A saudade esmaga-me o peito e nasce uma arritmia.

Deparo comigo em monólogos madrugadores. Abafo-os na almofada.

<<E se...>>

Esses “ses” que me levam à loucura e não me deixam dormir.

Nunca estamos preparados para uma partida, mesmo que a queiramos muito só para sossegar a mente.

Existe sempre o contrassenso do sentimento mágico criado e uma realidade oposta ao bom senso.

Continuo a revirar-me nesta cama que se tornou enorme com a tua partida.

Fico indeciso se ainda te amo, ou se só estou a adiar o meu desapego.

Queria-te aqui abraçada, ao pé de mim, sentindo o teu suspirar no meu pescoço, enquanto te enroscavas em mim com frio.

Não passam de fantasias. A fantasia onde não tinha medo de amar em cenários montados de uma forma sublime.

Caminhávamos todas as noites na lua e  o brilho do nosso amor ainda a fazia brilhar mais.

É lá que vou sentar-me todas as noites à tua espera, enquanto choro com as estrelas.

Não queria amar-te tanto o quanto te amo. Não queria deixar que partisses do meu coração.

Reviro na cama uma ultima vez e tento desligar-me de ti.

Ainda é contigo que adormeço, quando adormeço....

És tu que ainda me fazes sonhar.

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Foto de: 

Ryan Holloway