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Diário do "bipolar"

"Diário do amor, em parcelas escritas de lágrimas, silêncios e ânsias. O tempo igual ao de todos, pincelado de saudade e esperança. A luz que surge no caminho. Viver. Cair e levantar. Em cada dia."

Diário do "bipolar"

"Diário do amor, em parcelas escritas de lágrimas, silêncios e ânsias. O tempo igual ao de todos, pincelado de saudade e esperança. A luz que surge no caminho. Viver. Cair e levantar. Em cada dia."

Sem ti, tenho medo

Acordei sozinho.
Não, não me podes ter feito isto novamente. Tenho medo.
Tento descer da cama, mal consigo chegar ao chão.
Não, não me podes voltar a fazer isto. Tenho tanto medo.
Procuro-te em cada divisão, não te encontro.
Sinto-me em desespero.
Não, por favor não me faças isto. Não me abandones.
Preciso de ti e tu de mim, não temos mais ninguém.
Pijama vestido, chupeta na boca e fralda em punho saio em teu alcance. Deixei de ter medo, por ti.
Sinto a terra da rua a sujar-me os pés. Não há dor ao pisar as pedras que me tentam demover de te procurar.
Choro. Grito por ti. Não apareces.
«Onde estás?»
Não, não me fizeste isto.
Sonho contigo todas as noites, anseio adormecer no teu peito a ouvir a tua voz, quero sentir o teu respirar, quero-te ao meu lado.
Sinto o teu cheiro na minha fralda. Cheiro-a de uma forma constante só para te sentir mais perto de mim.
Não é justo.
Não me podes fazer isto.
Sinto uma mão no meu ombro, pararam a minha procura. Pegam-me no colo.
Contorço-me em lágrimas.
Vão-me fazer voltar novamente para a realidade, sozinho.
Sei o quanto te custa trabalhar para me sustentar, mas é dolorosa a tua ausência.
Volta rápido, mãe.
Sem ti, tenho medo.

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Foto de: Pixabay

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