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Diário do "bipolar"

"Diário do amor, em parcelas escritas de lágrimas, silêncios e ânsias. O tempo igual ao de todos, pincelado de saudade e esperança. A luz que surge no caminho. Viver. Cair e levantar. Em cada dia."

Diário do "bipolar"

"Diário do amor, em parcelas escritas de lágrimas, silêncios e ânsias. O tempo igual ao de todos, pincelado de saudade e esperança. A luz que surge no caminho. Viver. Cair e levantar. Em cada dia."

O meu horizonte

Inconscientemente parei o carro onde tudo terminou. 

Acendo um cigarro. 

Novamente e, de uma forma inconsciente, faço novamente uma viagem pelo tempo. Emociono-me. 

Foram largos os dias desde a tua partida, desde que fechaste aquela porta. Naquele dia desligaste-te de mim e eu desliguei-me do mundo. 

O silêncio tomou conta de mim, sofria. 

Tive direito à minha dor, à minha revolta, à raiva de nada poder ter feito por nós. Não conseguia. 

Onde tudo terminou contemplo o horizonte, o meu olhar contempla esta linha ténue que divide o céu da terra. Tal como a minha linha que separa a minha realidade dos meus sonhos. 

Foi foi neste local que deixamos de ser um "nós" para passar a ser um "eu". Foi aqui que fiquei sem chão e caí num abismo. A luz desapareceu, respirar tornou-se difícil. Inconscientemente escolho este local para celebrar. 

Celebro o sorriso que tenho estampado no meu rosto que me tentaste roubar. O sorriso de esperança e de muita luta. Acreditei e como acreditei consegui. Continuo a sentir as mãos invisíveis nas minhas costas, não me deixam recuar. Ouço palavras de esperança. 

Tal tal como te carrego a ti, carrego essas mãos e essas palavras no meu peito. 

Neste local, um dia, pensei que fosse o meu fim. Não. Foi o início. 

Cada vez que contemplares o horizonte vais-me conseguir observar. 

Ao longe estou a pintar os meus sonhos no céu dançando ao sabor do vento. 

Sem ti, ao pé de mim.

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Foto de: pixabay