Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Diário do "bipolar"

"Diário do amor, em parcelas escritas de lágrimas, silêncios e ânsias. O tempo igual ao de todos, pincelado de saudade e esperança. A luz que surge no caminho. Viver. Cair e levantar. Em cada dia."

Diário do "bipolar"

"Diário do amor, em parcelas escritas de lágrimas, silêncios e ânsias. O tempo igual ao de todos, pincelado de saudade e esperança. A luz que surge no caminho. Viver. Cair e levantar. Em cada dia."

O meu arco-íris

A chuva não para de cair no telhado. É um som agradável e relaxante.

Desperta a nostalgia e a saudade.

Sempre foi tudo tão delineado, desde sempre dissemos que não poderia existir sentimento.

Estávamos em posições semelhantes. Medo do apego com traumas dos passados.

Mostramos o melhor que havia em nós escondendo as incertezas. Tentámos ser frios mas cedíamos a dar um pouco de amor. Por mais estranho que fosse.

As carências eram evidentes, sentíamos que recuperávamos algo perdido. A atenção.

Não nos erámos indiferentes.

Não deveria de ser assim, não deveria de acontecer, aconteceu.

Deixámo-nos pela fantasia de uma pseudo paixão. Não sabíamos se era real. Deixámos fluir.

Talvez essa fantasia tivesse passado para uma realidade da qual não nos demos conta. O medo de ter que voltar ao início onde a tristeza começara era mais forte.

Quando a nossa vida se cruzou estava tal como o tempo hoje. Escuro e triste.

Foste o raio de sol que entrou dentro de mim. Provocaste um arco-íris e juntos acabámos por pintá-lo.

Esta nostalgia e a saudade da tua ausência fizeram-me acreditar que existem tesouros no final do arco-íris.

O tesouro eras tu.

Não quis enriquecer.

Pudéssemos ter tido mais coragem.

 

blur-colorful-colourful-21492.jpg

 

Foto de: Bob Clark