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Diário do "bipolar"

"Diário do amor, em parcelas escritas de lágrimas, silêncios e ânsias. O tempo igual ao de todos, pincelado de saudade e esperança. A luz que surge no caminho. Viver. Cair e levantar. Em cada dia."

Diário do "bipolar"

"Diário do amor, em parcelas escritas de lágrimas, silêncios e ânsias. O tempo igual ao de todos, pincelado de saudade e esperança. A luz que surge no caminho. Viver. Cair e levantar. Em cada dia."

Medo ao amor

Tento e nada consigo.
O amor é assim tão complexo?
Parece ser muito simples para quem me rodeia.
Por vezes invejo-os.
Será que são tão emotivos quanto eu?
Tento perceber a fórmula para superar o medo de uma partida.
Não o têm. Vivem até onde tiver de ser. Simplesmente vivem.
Fico petrificado só em pensar em mais um fracasso. Não consigo avançar. É esse o meu erro.
Procuro inconscientemente defeitos para ficar de pé atrás e não me apegar.
Assim que chega o dia da partida já me sinto mentalizado. Ou não.
Não vivo. Não consigo viver o amor.
Tenho tanto para dar e nada dou.
Salvaguardo-me.
É tudo tão simples e torno tudo num choque emocional.
Há uma ferida aberta mas não deixo que ninguém cuide dela.
Aprendi a viver em dor.
Diminuo-me.
Não o deveria fazer mas foram os dissabores da vida que me fizeram assim.
Passados.
Expectativas elevadas.
Solidão.
Vivo num mundo onde não há diálogo, afecto, a importância.
É tudo sem sabor. Sobrevivo.
Será que eles alguma vez viveram com essas ausências?
Tive que aprender.
Foi difícil aceitar viver sem o que nos faz sentir vivos.
Mas já o tive, já o senti. Senti muito.
Quando vivo o amor, vivo-o intensamente.
Recordei-me agora.
Eles têm razão! O amor é para ser vivido.

 

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Foto de: pexels.com

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