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Diário do "bipolar"

"Diário do amor, em parcelas escritas de lágrimas, silêncios e ânsias. O tempo igual ao de todos, pincelado de saudade e esperança. A luz que surge no caminho. Viver. Cair e levantar. Em cada dia."

Diário do "bipolar"

"Diário do amor, em parcelas escritas de lágrimas, silêncios e ânsias. O tempo igual ao de todos, pincelado de saudade e esperança. A luz que surge no caminho. Viver. Cair e levantar. Em cada dia."

Dia Zero

Poderia ser mais uma manhã como todas as outras, uma manhã onde o desgaste de uma luta interior era evidente, onde o primeiro pensamento que tinha era se seria o dia anterior o fim da tortura, se terminara a solidão que lhe escurecia a alma.

Mas não, não era uma manhã como todas as outras.

Subitamente acordou de olhos arregalados, esboçou o seu sorriso há muito escondido e disse que já chegava. Passou muito tempo a viver com alguém dentro dele, a dificultar-lhe as tarefas básicas, a tapar-lhe os olhos, a carregar com um passado em dois sacos pretos bastante pesados.

Deixou-o a vaguear por caminhos áridos, ficou sem orientação mas subitamente viu uma flor a seus pés.

Iludiu-se por um amor que não existia, criou uma falsa ilusão.

Não a irá deixar de amar, talvez a vá amar a vida toda, não podia era permitir que o impedisse de seguir o seu caminho em busca dos seus sonhos.

Nessa manhã reparou que não era o borrão numa tela que ela tinha pintado e lhe entregou em mãos antes de partir. Chegou o dia onde foi comprar as suas cores favoritas e o redesenhou, redesenhou-se.

A história nunca se irá apagar, mas poderá ser modificada com as futuras vivências e com o tempo poderá ter um final feliz.

Ao pôr-do-sol lá estava ele a sorrir, era só dele agora e não tinha mais medo.

Naquela manhã foi o dia zero para reconquistar a sua felicidade.

 

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