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Diário do "bipolar"

"Diário do amor, em parcelas escritas de lágrimas, silêncios e ânsias. O tempo igual ao de todos, pincelado de saudade e esperança. A luz que surge no caminho. Viver. Cair e levantar. Em cada dia."

Diário do "bipolar"

"Diário do amor, em parcelas escritas de lágrimas, silêncios e ânsias. O tempo igual ao de todos, pincelado de saudade e esperança. A luz que surge no caminho. Viver. Cair e levantar. Em cada dia."

Devaneios do coração

Ligaste-me a pedir para te ir buscar rapidamente a casa.

O meu coração começou a bater a uma velocidade vertiginosa, o sangue quase que me rebentava as veias. Não me disseste o que se passava o que ainda me tornou mais louco, pintei um quadro horrível e medonho nos meus pensamentos Larguei tudo, fui o mais rápido que consegui.

Cheguei à tua porta com o meu carro a fumegar e saíste a correr e a saltitar com uns sorrisos nos lábios. Abriste a porta do meu carro, abraçaste-me, apertaste a minha face com as tuas mãos macias e deste-me um longo beijo e quando o terminaste quase sem fôlego pediste-me:

“Vamos ver o pôr-do-sol?’’

Eu não sabia como reagir, mas se por momentos me apeteceu apertar esse teu pescoço fino e frágil fui contrariado em te agarrar e te beijar loucamente.

“És tão doida!”

Respirava profundamente com aquela adrenalina que tinha tomado conta do meu corpo naqueles longos e intermináveis minutos. Abraçados ficamos a ver o pôr-do-sol como o desejaste, ali naquele rochedo completamente apaixonados. Minutos que foram tão longos, tão delicados, no silêncio que tranquilizava a nossa mente onde caminhávamos de mãos dadas. Acordados, fantasiamos com futuros ao lado um do outro até ao final dos nossos dias. Foi mágico e perfeito, respirávamos liberdade.

Mas mesmo assim se me voltas a fazer o mesmo aperto-te o pescoço, ou não, porque adoro.

Continuo a dizer, és doida!

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Foto de: Sara S.

http://fotografiasaras.blogspot.pt/